Quais assuntos as empresas de tecnologia vão evitar em 2020

Os últimos anos foram difíceis para as empresas de tecnologia. Escândalos envolvendo a influência russa nas eleições norte-americanas de 2016, o caso da Cambridge Analytica e o debate crescente a respeito do mau uso de dados pessoais dos usuários abalaram a confiança do público nessas companhias. É de se esperar que em 2020, ano de pleito presidencial nos Estados Unidos, o setor fique receoso.

 

“O debate sobre o papel da tecnologia continuará a aumentar, atingindo um pico antes das eleições norte-americanas”, aponta um relatório da consultoria CB Insights. Os analistas expressam sua preocupação sobre se as empresas serão capazes de solucionar certos problemas de forma pragmática.

Diante da queda de credibilidade e do aumento da desconfiança do público, as empresas devem evitar se pronunciar sobre determinados tópicos. Por outro lado, a necessidade de melhorar a opinião pública irá fazer com que alguns assuntos sejam especialmente exaltados.

Os temas de que as empresas querem falar

• Escritórios virtuais: Empresas como a Magic Leap, Spatial e Tandem estão fazendo uso de inteligência artificial e realidade virtual para criar novas ferramentas de trabalho. A Tandem, por exemplo, desenvolveu uma plataforma que funciona como escritório virtual, permitindo que as pessoas conversem e compartilhem documentos.

 

• Saúde: O portfólio de produtos relacionados à saúde deve aumentar exponencialmente neste ano. Segundo o relatório, empresas como a Apple irão dobrar a quantidade de soluções oferecidas a seus usuários. A oferta deve aumentar especialmente para o público mais velho, com aplicativos como Silvernest, Golden e Papa’s.

• Sustentabilidade: Segundo a CB Insights, as empresas do setor de tecnologia perceberam o quanto iniciativas sustentáveis podem contribuir para o negócio. Além de melhorar a imagem de tais companhias, esse tipo de postura aumentaria o valor de seus produtos.

O que as empresas querem esconder

• Tecnologia militar: No começo de 2019, a empresa russa Kalashnikov anunciou o desenvolvimento de um drone militar de baixo custo. Entre as consequências disso está a possibilidade de grupos terroristas e guerrilheiros passarem a ter acesso a essa tecnologia. A tendência é que esse tipo de tecnologia continue a ganhar força no próximo ano.

• Vieses da inteligência artificial: Em novembro de 2019, foi revelado que o algoritmo do cartão de crédito da Apple concedia limites mais elevados para homens. A Amazon também esteve envolvida em escândalos, quando uma ferramenta de recrutamento da empresa penalizava currículos que continham a palavra “mulheres”. Em 2020, o setor deve começar a instaurar mecanismos de compliance para evitar que situações do tipo aconteçam.

 

• Arábia Saudita e Rússia aumentando sua influência: Em 2016, o fundo da Arábia Saudita investiu mais de US$ 3 bilhões no Uber. Em 2019, os investimentos feitos pela Rússia e pelos sauditas somaram mais de US$ 2,4 bilhões. No entanto, as empresas norte-americanas devem evitar falar sobre isso, temendo a repercussão da participação estrangeira junto ao público.

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